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Carnaval

O Carnaval de São Luís é marcado por características muito próprias que se revelam nos batuques, nas brincadeiras e nos personagens que tomam conta das ruas nos dias de folia. São manifestações diversificadas de ritmos, danças, coreografias e participação espontânea da população que se desloca pelos circuitos organizados no centro de São Luís e bairros da Capital. Há os blocos tradicionais que têm como marca imensos tambores - chamados de contratempos – e um samba tema bastante cadenciado, com boa dose de romantismo.
Os blocos, que tocam marchinhas e músicas que já se tornaram típicas do carnaval maranhense é a grande pedida. São blocos alternativos que arrastam multidões animadas por uma banda em cima de um carro tipo trio elétrico, com músicas compostas especialmente para o período. Máquina de Descascar Alho, Bicho Terra, Vagabundos do Jegue, Jegue Folia, Siri Kumkãimbra, Esbandalhada, são alguns dos nomes inusitados destas bandas.
Outra brincadeira carnavalesca bastante conhecida é o chamado bloco organizado, que se assemelha às escolas de samba e compete no desfile oficial.
Neste período, as manifestações populares fazem do carnaval maranhense uma explosão de alegria e tem como raiz a herança deixada pelos negros, índios e brancos que podem, ser sentidas nos grupos conhecidos como “tribos de índios”, os grupos de cultura afro, o tambor de crioula, a casinha da roça (carro que remonta uma casa de palha que serve comida típica e representa o modo de viver do caboclo maranhense), tem ainda o baralho, o corso e cordão de ursos.

São João
Trata-se da principal festa popular do Maranhão e seguramente uma das mais grandiosas do Brasil. Tem início dia 13 de junho, dia de Santo Antônio. Segue-se o dia de São João (24), São Pedro (29) e São Marçal (30 de junho). Nessa época a cidade fica repleta de arraiais e grande parte da população é envolvida nas comemorações.
A maior atração deste período é o bumba-meu-boi, a mais importante manifestação folclórica do Estado, que distribui exuberância com seus ritmos, danças e cores. O bumba-meu-boi surgiu no Brasil em fins do Século XVIII, no Nordeste, sendo gradualmente incorporado pelas comunidades rurais.
No Maranhão esse processo de assimilação gerou um espetáculo de grande riqueza dramática e musical. O auto popular do bumba-meu-boi conta a história de Catirina, uma escrava que leva seu homem, o nego Chico, a matar o boi mais bonito da fazenda para satisfazer-lhe o desejo de grávida: comer língua de boi.
Descoberto o malfeito, o Amo (que encarna o fazendeiro, o latifundiário, o “coronel”, a autoridade) ordena que os índios capturem o criminoso, que, trazido à sua presença, representa a cena mais hilariante da comédia (e também a mais crítica no sentido social). Para ressuscitar o boi, chama-se o doutor, cujos diagnósticos e receitas estapafúrdias ironizam a medicina. Finalmente, ressurgido o boi e perdoado o negro, a pantomima termina numa grande festa cheia de alegria e animação, em que se confundem personagens e assistentes.
Um dos momentos mais empolgantes da festa é quando, no dia de São Pedro, todos os grupos de bumba-meu-boi que brincam na ilha vão até a capela de São Pedro, no bairro da Madre Deus, para pagar promessas e prestar homenagens ao Santo. Neste período acontecem também outras manifestações folclóricas como a quadrilha, o lelê, o caroço, o cacuriá e o tambor de crioula.

Festa da Juçara
No mês de outubro, no Maracanã, zona rural de São Luís, acontece a tradicional Festa da Juçara. Há meio século, maranhenses e turistas se reúnem para se deliciar da juçara (açaí) com camarão seco, farinha e da forma que o paladar considerar mais apropriado. Além da fartura da fruta, há apresentações de grupos folclóricos, como o Boi de Maracanã (bumba-meu-boi). A riqueza da vegetação do Maracanã e as trilhas ecológicas são admiradas pelos amantes da natureza que visitam o lugar.